Nem pop nem tec agro é crise

Frei Sérgio Görgen (*)

Sintomas de crise rondam o agronegócio brasileiro. Crise subterrânea, escondida, disfarçada. O agronegócio latifundiário precisa da propaganda para se justificar publicamente, por isto procura esconder e disfarçar sua crise e procurar resolvê-la às escondidas.

Os sintomas são muitos. A crescente crítica pública ao envenenamento dos alimentos. Denúncias de trabalho escravo e destruição ambiental. A renda diferencial média em queda constante nas commodities agrícolas. Os custos em alta. Esgotamento tecnológico na eficácia das moléculas químicas disponíveis. Comprovação pública de altos benefícios tributários como a desoneração de impostos nas exportações, na compra de agrotóxicos, sementes e fertilizantes. Assim mesmo, com tanto benefício fiscal, foi alta a sonegação no pagamento do Funrural. Obrigados pelo STF a pagar, querem anistia.

A campanha caricata da Rede Globo, onde o Agro se pinta de “POP” e “TEC” e se diz “TUDO”, faz parte deste esforço de justificação pública de um modelo em crise. Assim mesmo, precisa “dar esmola com chapéu alheio” roubando cena da produção de alimentos agroecológicos saudáveis da agricultura camponesa para vender maravilhas do agronegócio. No mundo real, os agentes do agronegócio combatem e debocham da agricultura camponesa e da agroecologia. Mas a decadente Globo precisa de suas imagens nas telas para salvar a pele do agronegócio.

Propaganda coerente do agronegócio seria mostrar a soja transgênica envenenada invadindo as mesas ou mostrar que a cervejinha do verão é produzida com milho transgênico porque a contaminação exterminou a produção não transgênica.

Porém, do chão da terra, algumas irrupções estão acontecendo e revelando a dura realidade: dito por gente deles, o “pujante” está em crise.

Em 21/03/17, na Abertura da 17ª Expoagro Afubra, em Rio Pardo/RS, o vice-presidente da Farsul ( Federação dos Grandes proprietários do Rio Grande do Sul), Gedeão Pereira, chegou a afirmar que “considera o agronegócio oficialmente em crise”.

E agora, em 08 de novembro de 2017, ruralistas dissidentes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em Carta aberta dos produtores rurais à nação brasileira, assinada pela União Democrática Ruralista – UDR e pela Associação Andaterra, dizem textualmente: este manifesto “é mais um ‘alerta’ à Nação sobre as dificuldades e a situação gravíssima que estamos enfrentado para produzirmos” (….) “Não vamos aguentar, em breve vamos entrar em extinção”. Além de dizerem que a “CNA não nos representam”, queixam-se do Funrural, das medidas contra o trabalho escravo, das leis ambientais e dos direitos dos índios sobre suas terras.

A agricultura camponesa é a “proposta contraponto” ao agronegócio. Não quer ser nem “pop”, nem “tec”, muito menos “tudo”. É sim, raiz, simplicidade, autenticidade, diversa e original. É popular, do povo. É ponta de tecnologia quando se trata de alimento saudável produzido em harmonia com o ambiente. É referência quando se trata de produzir equilíbrio social e postos de trabalho. É crítica em relação à matriz dita moderna de pensamento, produção e exploração dos recursos naturais. É crítica em relação à tecnologia que envenena, mata e desemprega.

Nem é nem quer ser “tudo”, não se propõe ser totalitária. Quer ser parte e fazer parte, na saúde, na alegria, na convivência, na solidariedade, no bem estar, quer estar na mesa de todos e saciar a fome com comida saudável no quotidiano da comunidade humana, solidária e parceira.

A Agricultura Camponesa também vive uma crise: da falta de apoio público, da pressão do agronegócio, dos baixos preços do que produz, da legislação sanitária que a criminaliza, da falta de terra para produzir.

Mas é uma crise de outra natureza, não é uma crise de destino. Está em crise porque perseguida e marginalizada. Porém, é portadora de futuro e de esperança. A Agroecologia é o caminho do futuro da humanidade, a trilha da superação da crise, com ampla reforma agrária e garantia dos territórios indígenas, quilombolas e camponeses, avançando sobre o latifúndio do agronegócio em crise, este sim, de destino, pois pouco tem a oferecer de digno ao conjunto da humanidade.

(*) Frei Sérgio Antônio Görgen, frei franciscano, militante do MPA e autor do livro “Trincheiras da Resistência Camponesa”.

 

(Foto: Filipe Castilhos/Sul21)

Fonte : https://www.sul21.com.br/jornal/nem-pop-nem-tec-agro-e-crise/

Deputada Janete com e os membros da missão brasileira

Brasília, 23/11/22017 – A Organização dos Povos Não Representados (UNPO), deputados federais brasileiros, deputados do Parlamento Europeu e lideranças indígenas Guarani-Kaiowá lançaram, nesta quarta, 22, em Bruxelas, o Grupo de Amigos dos Povos Indígenas do Brasil. Os deputados federais Janete Capiberibe (PSB/AP) e Paulão (PT/AL), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias representam a Câmara dos Deputados em missão oficial.

O eurodeputado Francisco Assis explica que o “Grupo pretende promover uma melhor compreensão dos povos indígenas e dos seus direitos e como as decisões do parlamento europeu podem transformar aquilo que é norma em existência fática. Podemos dizer que temos aqui uma bancada indigenista”, afirmou, ladeado pela eurodeputada Julie Ward, em contraponto às citadas bancadas ruralista e bancada “BBB”, formadas no Congresso Brasileiro.
Direitos Humanos – Assis explicou que há uma forte consciência humanitária no Parlamento Europeu e o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul será o primeiro a conter prioritariamente cláusulas humanitárias. “Nós queremos que os direitos humanos sejam cumpridos no Mercosul, como também esses países têm o direito de exigir que sejam cumpridos na União Europeia. O acordo tem absoluta reciprocidade”, afirmou.

O gerente de programas da UNPO, Fernando Burgés, destacou que o trabalho do Grupo estará focado na proteção dos Guarani-Kaiowá, neste primeiro momento, mas terá abrangência a todos os povos da América Latina. “O apoio do Parlamento Europeu à pauta indígena é importante. A União Europeia se converteu, talvez, no último e na única esperança dos povos indígenas. No Brasil, eles se sentem completamente abandonados. Cada vez que passa uma resolução no Parlamento Europeu, aumenta a esperança. Mas também cada vez que eles vêm até aqui, quando voltam, suas vidas correm riscos”, alertou.

Daniel Vasques Janete Capiberibe e Julie Ward

Janete Capiberibe elogiou a adoção de cláusulas humanitárias para proteção dos direitos humanos nos acordos comerciais, dentre elas a demarcação das terras indígenas, a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável. “Quando há essa demarcação, os povos indígenas crescem e toda a sua riqueza cultural, étnica e ambiental é preservada”.

A socialista destacou que os indígenas brasileiros se sentem valorizados ao chegar no Parlamento Europeu por que entram pela porta da frente, enquanto têm sido sistematicamente impedidos de frequentar o Congresso brasileiro. “Seus maracás são considerados perigosos para os deputados e ficam retidos”. Maracá é um instrumento musical indígena confeccionado com uma cabaça e usado nos rituais.

Janete elogiou o avanço das iniciativas em defesa dos indígenas desde a agenda realizada no Brasil, em dezembro passado, que a socialista coordenou e da qual resulta esta missão em Bruxelas, em contraponto às violações aos direitos humanos e aos direitos dos povos indígenas que se agravaram no governo Temer.

Genocídio – O Guarani-Kaiowá Daniel Vasques disse, com ênfase, que quer que o governo brasileiro pague pelos 500 anos de genocídio dos povos indígenas e alertou: “Quando vocês comem a carne vermelha e os grãos exportados do Brasil, têm o sangue de Simeão, de Nísio Gomes, de Clodiodi e demais lideranças assassinadas. Ninguém é vampiro para se alimentar de sangue”. Ele considerou as políticas do governo Temer “fazem genocídio em todos os grupos que não tem dinheiro: indígenas, quilombolas, sem teto, LBGTs”.

Inayê Lopes alertou que “antes matavam à bala quem reivindicava seus direitos. Hoje, continuam matando, mas estão matando também com a caneta, por que querem tirar os direitos da Constituição de 1988”. Ela repudiou a tentativa de adotar o marco temporal para reconhecimento das terras indígenas. “Alguém expulsou nós de lá para não estarmos em 8 de outubro de 1988, e se apossaram dela (terra) e hoje estão plantando soja e cana. Nós não chegamos em 1988. Nós sempre estivemos lá”. Segundo ela, os povos indígenas recebem tratamento desumano. “As crianças sofrem desnutrição, não tem escola de qualidade; as lideranças perdem suas vidas”.
Durante a missão, foi exibido o documentário “Terras Brasileiras”, da TV Câmara, sobre a situação dos Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul.

Sizan Luis Esberci
Gabinete da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP)
61 3215 5209

Deputada Janete cumpre agenda de Direitos Humanos no Parlamento Europeu

Brasília, 16/11/2107 – A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) e o deputado federal Paulão (PT/AL) formam a delegação oficial da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados que cumprirá agenda no Parlamento Europeu, em Bruxelas, na próxima semana. Duas lideranças indígenas Guarani-Kaiowá acompanham os parlamentares: Inaye Gomes Lopes e Daniel Lemes Vasques. Janete é autora da proposta que resultou na missão.

A viagem dá sequência às ações para que os direitos humanos dos povos indígenas sejam garantidos pelo Estado brasileiro. Nos últimos anos, a violência contra eles aumentou significativamente.
Em dezembro de 2016, parlamentares europeus foram ao Mato Grosso do Sul conhecer a situação dos Guarani-kaiowá, que sofrem retaliação de representantes do agronegócio quando fazem as retomadas das suas terras tradicionais, de onde foram expulsos no decorrer do século passado.

Em outubro, uma comitiva de eurodeputados coletou informações para embasar um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
Em audiência no Senado Federal, dia 31 passado, o presidente da delegação para as relações com o Mercosul, o eurodeputado português Francisco Assis, ressaltou que “os eurodeputados são solidários com todos os continentes que preservam ações voltadas para os direitos humanos. “Temos consciência dos problemas brasileiros aqui apresentados e estaremos sempre atentos ao que acontece no Brasil. Existe uma necessidade urgente de construção de um sistema baseado na liberdade e equidade de direitos, um ambiente justo.”

A deputada Janete Capiberibe reivindicou que “diante de todas as demandas apresentadas nessa audiência, o Parlamento Europeu adote o bloqueio humanitário, como forma de coibir os crimes e defender as inúmeras vidas humanas. É necessário impedir a compra de qualquer produto encharcado com sangue indígena, quilombola, dos povos da floresta e das águas”.
Desde o início do governo de Michel Temer, a violência contra os povos indígenas e as ameaças à integralidade dos seus territórios cresceram e a políticas públicas sofreram cortes. O orçamento da FUNAI, por exemplo, foi reduzido em 50%, e o corpo técnico, em 20%.

Foto: Rafael Nunes
Texto: Sizan Luis Esberci
Gabinete da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP)
61 3215 5209

Moradores do Carnot em Calçoene pedem apoio ao senador Capi e deputada Janete eles reclamam do abandono por parte do poder público

Na tarde deste sábado, 11, o senador João Capiberibe, a deputada federal Janete e o ex-governador do Amapá, Camilo Capiberibe, participaram de uma reunião com os moradores do distrito do Carnot. O assunto girou em torno do abandono que hoje vive a localidade e as alternativas que os parlamentares podem encontrar para resolver os principais problemas.

Antes as lideranças do PSB fizeram uma visita às duas fábricas de farinha que existem em Carnot. A primeira conseguida em 2002, na gestão do então governador João Capiberibe, e a segunda em 2014, quando Camilo era governador do Estado.

No que se refere às reivindicações dos moradores, as principais são: ampliação do sistema de água – a que existe foi construída quando Capi foi governador do Amapá -, energia 24h – a rede elétrica também foi construída na gestão do PSB -, ambulância e sinal de celular. Na área da educação, os jovens solicitaram o fim do ensino modular e a implantação do ensino regular.

“Sabemos que essas reivindicações são de responsabilidade do governo ou da prefeitura de Calçoene, mas, infelizmente, nos sentimos abandonados pelo poder público e resolvemos fazer esse pedido ao senador e a deputada que sempre tiveram um carinho especial pela nossa comunidade”, comentou o presidente da Associação dos Agricultores do Carnot, José de Souza de Abreu.

Na atuação parlamentar, tanto o senador Capi quanto a deputada Janete destinaram recursos exclusivos para o Carnot. Uma emenda do senador, por exemplo, garantiu a compra de um trator e equipamentos agrícolas e destinou R$ 29.600,00 para a compra de equipamentos e correlatos para a UBS que fica na comunidade. Já a deputada Janete conseguiu um caminhão para o escoamento da produção agrícola, além de R$ 250 mil para a área da saúde.

No que se refere às reivindicações dos moradores, o senador e a deputada se comprometeram em buscar soluções no governo e na prefeitura. Além disso, vai fazer estudo para que os dois juntos possam buscar recursos para a ampliação da rede de água e a deputada Janete garantiu alocar recursos de emenda no valor de R$ 200 mil para a UBS do Carnot.

Para socializar as informações, o senador propôs a criação de um grupo de WhatsApp e pediu que os moradores encaminhem documento a bancada do Amapá em Brasília, para que cada parlamentar destine R$ 200 mil de emenda exclusivamente para o Carnot.

“A nossa parte será convencer nossos parlamentares da importância deste recurso para o Carnot. Da nossa parte posso garantir que R$ 400 mil já estão garantidos para 2018 com execução em 2019. E o grupo de WhatsApp vai servir para encurtar a distância entre nós e a comunidade, servindo como uma ferramenta de compartilhamento de informações de interesse da comunidade”, comentou o senador.

No que se refere a falta de médico na unidade básica de saúde, a deputada ficou de buscar informações no programa Mais Médicos para saber porque o distrito não foi contemplado com a presença de um profissional que atue exclusivamente lá.

Fonte : MZ Portal

Senador Capi e deputada Janete destinam quase 10 milhões em emendas para o município de Oiapoque

Durante entrevista na tarde desta sexta-feira, 10, na rádio Fronteira FM, no município de Oiapoque, o senador João Capiberibe e a deputada federal Janete, ambos do PSB, fizeram uma prestação de contas dos recursos destinados, por meio de emenda parlamentar, ao município. Os dois juntos destinaram, de 2011 até este ano, cerca de R$ 10 milhões para os mais diversos setores, da saúde ao fomento da agricultura familiar.

No que se refere as emendas do senador Capiberibe, só para citar algumas emendas, em agosto passado foi depositado na conta da prefeitura, por exemplo, R$ 250 mil para custeio da atenção básica. Além da execução de R$ 2.959.148,00 para execução de dois blocos da Universidade Federal do Amapá, cuja obra está em andamento. Na área da agricultura foram adquiridos máquinas e componentes agrícolas no montante de R$ 469 mil. Além de R$ 175 mil para aquisição de insumos e medicamentos para as seguintes unidades básicas de saúde: Planalto – R$ 98 mil; Infraero – R$ 29 mil; Julieta Palmerim – R$ 23 mil; e Nova Esperança – R$ 24 mil.

“Aproveitamos a oportunidade para convidar a população de Oiapoque a fiscalizar como e onde é gasto esses recursos, por meio da Gestão Compartilhada, que é um método de fiscalização por meio das redes sociais. Isso pode ser feito pelos grupos de WhatsApp, que criamos para este fim, ou baixando na internet nosso aplicativo e assim acompanhar a correta aplicação do dinheiro público”, explicou o senador.

Já a deputada Janete destinou recurso que possibilitaram, por exemplo, aquisição de uma embarcação para transportes agrícolas para a comunidade do Kumenê no valor de R$ 200 mil, bem como R$ 170 mil para aquisição de caminhão para escoamento da produção agrícola, mais R$ 200 mil para a Embrapa desenvolver projetos de pesquisa nas comunidades indígenas. Na área da educação destinou R$ 1 milhão para urbanização de dois blocos do campus da Unifap. Valor igual foi destinado ao Instituto Federal do Amapá (Ifap) para ampliação e modernização tecnológica. Na área de saúde R$ 200 mil para estruturação e aquisição de equipamentos, entre outros recursos.

“É importante essa prestação de contas para que a sociedade tenha conhecimento da nossa atuação parlamentar, no entanto, mais importante ainda é cobrar a aplicação desses recursos que beneficiam diretamente quem mais precisa e isso pode ser feito pela Gestão Compartilhada”, reforçou a deputada Janete.

Fonte : MZ Portal

Investir na infraestrutura do setor pesqueiro é uma das saídas para desenvolver Oiapoque Calçoene e Amapá diz senador Capiberibe

Durante a realização da caravana “Diálogos Para o Desenvolvimento do Amapá” que ocorreu neste final de semana nos municípios de Oiapoque, Calçoene e Amapá, o senador João Capiberibe (PSB) disse que é necessário investir no setor pesqueiro para garantir a geração de emprego e renda para a população.

A afirmação do senador socialista se deu, após a intervenção de pescadores que cobraram mais apoio do Estado para este setor.

Capiberibe disse que durante a gestão do ex-governador Camilo foram realizados os projetos para a implantação de distritos industriais da pesca nos municípios de Calçoene, Amapá e Oiapoque.

“Atualmente pescam na costa do Amapá mais de quatro mil embarcações. No entanto, pouco fica em nosso Estado. Isso acontece porque não temos a infraestrutura necessária para receber o pescado”, disse Capi ao informar que está trabalhando junto aos deputados e senadores para que, através de emenda de bancada, sejam disponibilizados os recursos.

Diálogos

Os debates sobre a situação econômica de Oiapoque, Calçoene, Amapá e do Estado, estão sendo realizados pela Fundação João Mangabeira, da qual, o ex-governador Camilo Capiberibe, é um dos coordenadores regionais, e conta com a participação da deputada federal Janete e da deputada estadual Cristina Almeida. Nos três municípios citados, além da sociedade civil, empresários, vereadores, secretários municipais, participaram dos eventos. No caso de Amapá, o prefeito do município, Carlos Sampaio, marcou presença.

Fonte : MZ Portal

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Atuação Política

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