Quinta, 20 Abril 2017 15:59

Deputada Janete defende mobilização para barrar desmonte da legislação trabalhista

Foto: Renato Araújo – Câmara dos DeputadosBrasília, 20/04/2017 – O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta, 19, por 287 votos a 144, o regime de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16). Na noite do dia 18, o Plenário havia rejeitado o regime de urgência por insuficiência de votos da base governista, pois o pedido obteve o apoio de 230 parlamentares, quando o necessário é 257.


Com a aprovação da urgência, a proposta deverá entrar em votação na próxima semana. Não será possível pedir vista ou emendar a matéria na comissão especial que analisa o substitutivo do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).


Em audiência pública nas Comissões do Trabalho e de Legislação Participativa, procuradores e juízes do trabalho e sindicalistas foram unânimes ao afirmar que a reforma trabalhista precariza a proteção, não traz nenhum benefício ao trabalhador e não gera novas vagas de empregos.


“A reforma vai ser rejeitada na votação pelo Plenário da Câmara por que haverá grande mobilização dos trabalhadores”, afirma a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP0. Janete considera um abuso a previsão de impedir que o trabalhador recorra à Justiça para garantir seus direitos, conforme pretende a atual reforma. A socialista defende os direitos dos trabalhadores e o cumprimento da legislação trabalhista pelos empregadores.


Para ela, para gerar empregos, uma reforma deveria reduzir a jornada de trabalho e incluir mais trabalhadores sob a proteção da Lei, não fazer com que a Lei legitime os abusos que são denunciados atualmente. Ela afirma que a crise política tem agravado a crise econômica e que a reforma não trará benefícios nem para os trabalhadores, nem para a economia. “Se passar, vai promover a miséria entre os trabalhadores, mesmo os empregados”, afirma.


Uma pesquisa do Instituto Vox Populi aponta que 90% dos trabalhadores rejeitam a reforma da Previdência, 83% rejeitam a terceirização e 63% consideram o governo Temer ruim.
Uma greve geral dos trabalhadores brasileiros chamada por todas as centrais sindicais está prevista para o dia 28.

Sizan Luis Esberci
Gabinete da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP)
Foto: Renato Araújo – Câmara dos Deputados

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