Segunda, 19 Junho 2017 11:31

INCRA inicia estudo antropológico no Igarapé do Lago do Maracá

INCRA inicia estudo antropológico no Igarapé do Lago do Maracá

Macapá, 19/06/2017 – Neste final de semana, o chefe do Serviço de Regulamentação dos Territórios Quilombolas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA/AP, Mateus Pagliarini, apresentou aos integrantes da Associação Quilombola dos Remanescentes das Comunidades do Igarapé do Lago do Maracá a arqueóloga que fará o estudo antropológico da área, um dos passos para demarcar e regularizar a terra.


O recurso essa atividade é resultado de emenda da deputada Janete Capiberibe (PSB) no valor de R$ 500 mil, que vai beneficiar também Santa Luzia do Maruanum, Curralinho, São João I do Maruanum II, Campina Grande, em Macapá, São Miguel do Macacoari, em Itaubal, Igarapé Lagoa do Maracá, em Mazagão, e Alto Pirativa e Santo Antônio do Matapi, em Santana.

INCRA inicia estudo antropológico no Igarapé do Lago do Maracá
A associação engloba as comunidades quilombolas Fortaleza, Laranjal, Mari, Joaquina e Conceição, onde ocorreu a apresentação da arqueóloga Francis Marina. As equipes da deputada Janete e do senador Capiberibe participaram da reunião e acompanharão o trabalho por meio da Gestão Compartilhada, junto com a comunidade. 

O presidente da associação, Nilton da Conceição Videira, disse que a demarcação e regularização da área quilombola era um desejo antigo da comunidade que começa a se tornar realidade. "Sabemos que é um longo caminho, mas o importante é que hoje já foi dado um grande passo e queremos reconhecer o empenho da deputada Janete na construção de todo esse processo", comentou Nilton Videira.

Mateus Pagliarini informou que é a partir do laudo antropológico que vai se definir a área quilombola do Igarapé do Lago do Maracá. Primeiro, vai se identificar e coletar informações das famílias que estão dentro da área. Em seguida, abre-se o prazo para que as pessoas que se sentirem afetadas possam contestar o trabalho do INCRA.


Depois, vem portaria de reconhecimento da área e, logo em seguida, a parte considerada a mais difícil, que é a retirada dos ocupantes não quilombolas. Por fim, a etapa de demarcação e a titulação. "É um processo longo, mas faremos todo empenho para concretizá-lo o mais rápido possível", esclareceu Mateus Pagliarini.

Texto e fotos: Paulo Ronaldo

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